No dia seguinte sem contar nada a ninguém, marquei uma consulta para as 19:00 hs e de manhã, fui até um laboratório e fiz o exame, me lembro de ter deixado um cheque calção no valor do exame, pois, para o convênio cobrir tinha que ter o pedido do médico e, eu só passaria com o médico à noite, a atendente foi super camarada, deixando eu fazer o exame assim mesmo, mas também se tivesse que pagar o exame e estivesse mesmo grávida pagaria com gosto, mas se acontecesse como em outras vezes e fosse apenas coisa da minha cabeça, ficaria mais chateada se ainda tivesse que pagar por um exame negativo.
Fui trabalhar normalmente, se é que isso era possível, depois do serviço fui correndo para o laboratório pegar o exame, quando sai com o exame na mão, abri ali mesmo no meio da rua, e para minha alegria deu POSITIVO, foi um misto de choro e riso eu parecia uma doida ali no meio da rua rindo mais ao mesmo tempo com vontade de gritar de chorar, sei lá.
Era no dia 13 de junho, dia do aniversário do meu marido, e que PRESENTE nós dois tínhamos ganhado, e como eu ia contar a boa nova a ele, quando cheguei em casa, ele já havia chego do trabalho, então peguei o resultado do exame e coloquei no meio do cartão de aniversário, quando entreguei o cartão, ele abriu um sorrisão meio abobalhado e disse:
- O que é isso?
Com uma cara de quem não estava acreditando que o sonho estava se tornando realidade.
Depois de comemorarmos com muitos beijos e abraços, pegamos o telefone e começamos a espalhar a notícia, todos ficaram felizes, mas ao mesmo tempo surpresos, minha mãe nem falava nada no telefone.
No dia seguinte contei para o pessoal do serviço, e minha chefa mandou que me registrassem na mesma hora, pois, até então eu era estagiária, daí pra frente foi só alegria, tirando os primeiros meses de enjôo, ainda bem que eu só tinha vontade de comer feijão, arroz e verdura, engordei 14 kg o que foi considerado bom levando-se em consideração o fato de ter tendência a engordar, e sem contar o fato de que eu já estava bem acima do peso, mais pela primeira vez na minha vida me sentia uma “gorda” muito feliz.
A gravidez transcorreu super tranqüila, tirando a sensibilidade própria das grávidas, me comportei bem, só fiquei um pouco mais chorona que de costume, um dos momentos que me recordo que foi o auge da sensibilidade, quando meu marido alugou um filme chamado “Brigada 49”, uma história verídica com bombeiros, nossa chorei muito, mais muito mesmo de soluçar, parecia até que tinha morrido alguém da família, fui dormir dando aqueles suspiros de quando a gente chora demais, nunca vou me esquecer, me marido para variar tentando me acalmar e eu chorando, hoje dou muitas risadas quando me lembro disso, mas no dia foi triste.
Nos últimos meses da gravidez, a ansiedade tomou conta e, além disso, fazia um calor medonho naquele ano, a previsão do médico era de que seria no máximo até 20 de fevereiro, eu estava ficando desesperada, parecia que o tempo não passava, parei de trabalhar no dia 23 de janeiro, comecei a me preparar para o grande dia, no dia 06 de fevereiro uma segunda-feira eu e meu marido fomos para consulta, e o médico me examinou e disse que poderíamos marcar a cesárea, já que o danadinho estava sentado desde os primeiros meses, o médico saiu da sala dizendo que ia consultar a agenda, eu e meu marido ficamos imaginando pra quando seria, de repente o médico volta e diz.
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